Oferta Educativa

Os serviços de educação especial visam dar resposta às necessidades educativas especiais dos alunos com limitações significativas ao nível da atividade e participação, decorrentes de alterações funcionais e estruturais de caráter permanente, resultando em dificuldades continuadas ao nível da comunicação, da aprendizagem, da mobilidade, da autonomia, do relacionamento interpessoal e da participação social,  mas  promovendo a existência de condições que assegurem a plena inclusão dos alunos. Este serviço é da responsabilidade de uma equipa multidisciplinar composta pela professora de educação especial, pela psicóloga e com a colaboração da professora titular de turma ou conselho de turma, podendo estar envolvidos profissionais de outra áreas.

É princípio básico e essencial da Educação Especial considerar a personalidade como um todo que envolve a perceção, cognição, emoção, motivação, socialização e participação, tentando minimizar as incapacidades para que os alunos possam fazer um percurso escolar e social o menos limitado possível e num meio o menos restritivo, como preconiza a Declaração de Salamanca.

Valorizar os talentos individuais dos alunos com necessidades educativas especiais atendendo a todos e a cada um nas suas potencialidades, aproveitando-as com o objetivo de formar indivíduos diferentes mas cidadãos iguais, tentando harmonizar a individualidade e a diversidade.

É da competência da Educação Especial:

  • Conjugar a sua atividade com outras estruturas de orientação educativa, com vista a contribuir para a implementação dos princípios da Escola Inclusiva;
  • Incrementar as medidas previstas no Decreto-Lei n.º 3/2008 de 7 de janeiro, relativas a estes alunos;
  • Colaborar com os órgãos de gestão e coordenação pedagógica do Colégio;
  • Colaborar com os professores/educadores;
  • Apoiar direta ou indiretamente os alunos;
  • Colaborar com o Serviço de Psicologia e Orientação;
  • Contactar com as famílias e encarregados de educação.

O que se refere às orientações, a Educação Especial tem de fazer o processo de referenciação das crianças e jovens do colégio o mais precocemente possível detetando os fatores de risco associados às limitações ou incapacidades. Esta intervenção efetua-se por iniciativa dos pais ou encarregados de educação, pelos docentes ou por técnicos e/ou serviços que intervêm junto da criança ou jovem. Esta referenciação é feita à direção pedagógica do Colégio e à qual são explicadas as razões que levaram à sinalização da situação e é anexada toda a documentação considerada relevante para o processo de avaliação.

Segue-se o processo de avaliação, em que a direção pedagógica do Colégio terá de solicitar ao serviço de psicologia um relatório técnico-pedagógico conjunto, com os contributos dos restantes intervenientes no processo, onde sejam identificadas, nos casos em que se justifique, as razões que determinam as necessidades educativas especiais do aluno e a sua tipologia, designadamente as condições de saúde, doença e incapacidade.

O Programa Educativo Individual (artigo 8º do Decreto-Lei n.º 3/2008 de 7 de janeiro) é o documento que fixa e fundamenta as respostas educativas e respetivas formas de avaliação e integra o processo individual do aluno. O modelo do PEI é aprovado por deliberação do conselho pedagógico e inclui os dados do processo individual do aluno (identificação, história escolar e pessoal, conclusões do relatório de avaliação e adequações no processo de ensino-aprendizagem a realizar, com indicações das metas, das estratégias, recursos humanos e materiais e forma de avaliação). Os indicadores de funcionalidade, bem como, os fatores ambientais que funcionam como facilitadores ou como barreiras à atividade e participação do aluno na vida escolar, são parte integrante do PEI.

As respostas educativas da Educação Especial do Colégio do Ave conduzem à maximização das potencialidades do aluno, ao seu desenvolvimento global e harmonioso, apostando no seu sucesso escolar.

Durante o ano letivo a professora de Educação Especial articula com os professores titulares de turma, e por vezes com os próprios pais e/ou encarregados de educação, estratégias-procedimentos/técnicas que conduzam à consecução das aprendizagens pré-determinadas, de modo a que o aluno com necessidades educativas especiais se mantenha ativo e integrado no seu processo de ensino/aprendizagem.